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(PT) Cicero Alves dos Santos (Véio)

(PT) Cicero Alves dos Santos (Nossa Senhora da Glória, Sergipe, 1947). Escultor. Ganha de outras crianças o apelido de Véio por gostar de ouvir as conversas dos mais velhos. O fascínio por casos e lendas da cultura sertaneja acompanha o artista por toda a vida. Essas histórias compõem a base de seu trabalho e de sua relação com o mundo.

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(PT) No município vizinho de Feira Nova (Sergipe), no Sítio Soarte, cria o Museu do Sertão, reunindo um acervo de 17 mil obras que recontam os modos de vida e produção do sertanejo e preservam a cultura popular da região. “Não sou de copiar, como papagaio”, afirma Véio, que nunca estudou arte, tampouco tem mestres, mas sempre se dedicou a ela com afinco. Ainda menino, nos intervalos do trabalho na roça, molda com cera de abelha pequenas figuras. Por considerar a atividade como “brincar de boneca”, desmancha as esculturas quando se aproxima um adulto. Com o tempo, abandona a cera e adota a madeira como matéria-prima. Mas não derruba árvores para obtê-la. Pelo contrário: seu instinto preservacionista leva-o a adquirir o último trecho de mata virgem da região. “Dou vida ao que já está morto”.